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sábado, 25 de janeiro de 2014

Central de Libras facilita comunicação deficientes auditivos



O Governo de Minas Gerais, através da Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social - SEDESE, por meio da Coordenadoria Especial de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência - CAADE, inaugurou a segunda Central de Libras - CIL, em Uberlândia no dia 12 de dezembro de 2013. A primeira central de libras foi inaugurada em Belo Horizonte no dia 03 de dezembro de 2013. A  CIL tem o objetivo de oferecer atendimento de qualidade ao surdo, por meio de serviço de tradução e interpretação da língua de sinais, facilitando e viabilizando o acesso aos surdos nos serviços públicos.

Poder ajudar as pessoas na garantia de seus direitos é o que o Estado de Minas busca constantemente. Este programa é um exemplo de políticas públicas para as pessoas com deficiência, inserido no Plano Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Plano Minas Inclui. E esta certeza concretiza-se no aumento dos atendimentos e nos testemunhos abaixo.  

ANA LÚCIA DE OLIVEIRA
Coordenadora Especial de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência - CAADE

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Os deficientes auditivos de Uberlândia contam com uma maior facilidade em obter informações sobre os serviços oferecidos para a população em equipamentos públicos. Com pouco mais de um mês em funcionamento, a primeira Central de Intérpretes de Libras (CIL) do interior do Estado de Minas Gerais já atendeu cerca de 60 pessoas, média de dois atendimentos por dia.

O serviço mais solicitado na central é o de acompanhamento de pessoas surdas em hospitais, tribunais e locais de atendimento público, viabilizando a comunicação entre surdos e ouvintes. O intérprete da CIL, Wander Luis Matias, conta que através de um atendimento surgem novas demandas e novos agendamentos. “Quando acompanhamos o deficiente auditivo em consultas médicas, nós também vamos ao retorno ao consultório e todos os novos agendamentos que surgirem a partir do primeiro agendamento. Acompanhamos todos os casos e facilitamos o entendimento, resolvendo o problema”, disse.

intérprete conta ainda da dificuldade de comunicação enfrentada pelos deficientes auditivos nos atendimentos públicos, e da importância dos interpretes da Central de Libras acompanharem gratuitamente os deficientes auditivos. “Antes da criação da central, os surdos tinham que pagar para intérpretes particulares, ou dependiam da vontade e disponibilidade de algum parente conhecedor da língua de sinais para acompanhá-los. Com a Central, o surdo é independente. Estamos aqui para ser porta vozes de reclamações, reivindicação e direitos através do acompanhamento”, disse.

Uberlândia conta com cerca de 3 mil deficientes auditivos cadastrados na Associação dos Surdos e Mudos de Uberlândia (ASUL).Segundo Wander, a partir do momento que a Central fica mais conhecida a demanda vai aumentando. “Nos locais que eu acompanho os surdos, aproveito para divulgar a CIL, informo que eles podem ligar caso não saibam como lidar com a comunicação com pessoas surdas que chegam ao local. Outro fator que divulga muito a central é o próprio surdo que recebeu atendimento informar para outros surdos sobre o serviço gratuito que ele pode usufruir”.

Entre as principais dificuldades enfrentadas pelos interpretes, a que destaca é a falta de informação da população quanto a lei de prioridade. Segundo a intérprete Helika Ete da Silva, os atendentes não respeitam a Lei nº 10.098, que prevê acessibilidade e prioridade do surdo no atendimento. “A maioria dos estabelecimentos não sabe que o surdo, assim como o deficiente de necessidades especiais e idosos, também tem atendimento prioritário garantido por lei. Diante disso, temos que fazer o esclarecimento das pessoas que estão atendendo e informar sobre os direitos que os surdos têm”, contou.

A reportagem da Secom acompanhou a visita de Lucimara Mota de Cintra a uma consulta com uma pediatra em uma unidade de saúde da cidade. Com uma filha recém nascida no colo, ela conta que antes da Central existir tinha muita dificuldade de fazer qualquer atendimento. O marido também é surdo e a sogra pouco entende da língua de libras e isso dificultava muito para que as pessoas entendessem o que ela queria dizer. “A Central de Libras foi a melhor coisa que aconteceu, agora tenho alguém para explicar fielmente para o médico o que estou sentindo, o que está acontecendo com minha filha. É uma liberdade, agora posso agendar consultas  e fazer tudo sozinha”, disse.

Lucimara conta que teve conhecimento da central através da amiga Priscila da Silva, que também é surda e já solicitou acompanhamento. Ela fala que a partir de agora vai replicar a informação para outros amigos surdos que o serviço está disponível e de graça.

CIL

A Central oferece intérpretes em local e horário previamente agendado para acompanhamento des pessoas deficientes auditivas em hospitais, tribunais, delegacia e outros locais de atendimento público, além de atendimento virtual, através de webcams, possibilitando a utilização online da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

O local está equipado com terminais de computador e webcam para que o cidadão surdo possa conversar à distância. A criação do espaço partiu de uma iniciativa do Governo Federal em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) e da Prefeitura de Uberlândia, através da Superintendência da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Urbana, ligada à Secretaria de Governo. A Secretaria de Estado também disponibilizou um veículo para a unidade realizar o transporte necessário, visando atender a comunidade.

A Central em Uberlândia tem como meta o cumprimento da Lei Estadual n/10.379, de 10 de novembro de 1991, que determina acessibilidade dos deficientes auditivos às repartições públicas voltadas para o atendimento externo, por meio de tradução e interpretação da Língua Brasileira de Sinais, ampliando a comunicação e interação entre ouvintes e deficientes auditivos fundamentada na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Atendimento

A CIL está situada na praça Tubal Vilela, 60, no Centro. A sala de atendimento está localizada dentro da unidade do Centro Estadual de Políticas, Emprego e Renda (Ceper), antigo Sine de Uberlândia. São dois intérpretes responsáveis pelos atendimentos.

O atendimento e agendamentos acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, pelo telefone 3235-4174. O endereço eletrônico é  libras.uberlandia@social.mg.gov.br.

A pagina do Skype fica aberta e pode ser adicionada pelo email: libras.uberlandia@outlook.com

Fonte:http://www.uberlandia.mg.gov.br/?pagina=agenciaNoticias&id=6476 

domingo, 19 de janeiro de 2014

Denúncias de violações de direitos de pessoas com deficiência cresceram 68% em 2013


Informações foram indicadas em levantamento da Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social sobre o Disque Direitos Humanos

As denúncias de violação de direitos humanos de pessoas com deficiência registraram, no ano passado, aumento de 68,26% no levantamento do Disque Direitos Humanos (DDH), da Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese). Os números registrados no órgão nesse segmento saltaram de 129, em 2012, para 217, em 2013. Em geral, as denúncias no DDH, cujo serviço é disponibilizado à população pelo telefone 0800 031 1119, subiram de 3.976 (2012) para 4.041 (2013). No mesmo período, as orientações prestadas pelo DDH tiveram alta de 23,98%, passando de 5.838 para 7.238.

No ano passado, entre os principais registros no DDH em relação à pessoa com deficiência, estão as agressões e maus-tratos (149 denúncias), abandono material (25), abuso sexual (14) e outros (29). Segundo a coordenadora Especial de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência, Ana Lúcia de Oliveira, o aumento das denúncias se deve não só ao lançamento do Plano Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Minas Inclui), em junho de 2013, como também às campanhas de enfrentamento à violência contra a mulher e ao idoso, que também acabam incentivando as pessoas com deficiência a formalizarem a queixa.

A campanha Rompendo o Silêncio de enfrentamento à violência contra o idoso, intensificada em 2013, também levou a um aumento de 21% no número de denúncias no ano passado (1.443), contra 1.192 no ano anterior. Já as orientações prestadas pelo DDH a esse segmento saltaram de 891 (2012) para 1.383 (2013), uma expansão de 55,21%.

As denúncias de violência contra as mulheres registraram um leve aumento de 4,2% em 2013 (173), em relação ao ano anterior (166), com a liderança de agressões e maus-tratos (155), seguida por ameaça (6), estupros (2) e abuso e assédio sexual (1). No mesmo período, as orientações nesse segmento cresceram 34,37%, passando de 192 (2012) para 258 no ano passado. Essa ampliação se deve, em parte, à campanha permanente do Conselho Estadual da Mulher de Minas Gerais de enfrentamento à violência contra a mulher em Minas.

O processo de transferência do Disque Direitos Humanos, que funcionava no bairro Savassi, para a Casa de Direitos Humanos (CDH), no centro de Belo Horizonte, contribuiu para uma redução no número de denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes, que registrou queda de 4,2% no ano passado (2142) ante 2371 em 2012. A CDH, que reúne todos os Conselhos de Direitos, além da Delegacia de Mulheres, Ministério Público e Centro Risoleta Neves de Atendimento à Mulher (Cerna), foi instalada em fevereiro do ano passado, na Avenida Amazonas nº 558, no centro da capital.

Para o secretário de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social, Cássio Soares, o pleno funcionamento do DDH neste ano vai possibilitar maior facilidade para que pessoas possam realizar as denúncias pelo 0800 031 1119, contribuindo, dessa forma, para a implementação de políticas públicas voltadas para os segmentos onde têm ocorrido as maiores violações de direitos.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/denuncias-de-violacoes-de-direitos-de-pessoas-com-deficiencia-cresceram-68-em-2013-2/

Utramig oferece cursos gratuitos para pessoas com necessidades especiais



Iniciativa cria mais oportunidades de ingresso no mercado para cidadãos com necessidades especiais auditivas e visuais

A Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais (Utramig), vinculada à Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social, desde 2006 desenvolve o projeto Sistema de Educação Inclusiva (SEI) que visa promoção social através da qualificação profissional de pessoas com necessidades especiais visuais e auditivas.

Para 2014 as inscrições já estão abertas. Os interessados devem entrar em contato com a Gerência de Qualificação e Extensão da Utramig: (31) 3263-7533 ou gerencia.qualificacao@utramig.mg.gov.br. Os cursos têm carga horária de 120 horas e as aulas começam em março. As inscrições terminam no dia 28 de fevereiro.

O SEI oferece cursos de informática gratuita, sendo DOS VOX e VIRTUAL VISION para os alunos de necessidades visuais e INFORMÁTICA BÁSICA para os alunos de necessidades auditivas.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/utramig-oferece-cursos-gratuitos-para-pessoas-com-necessidades-especiais-3/

sábado, 4 de janeiro de 2014

Intérpretes estão sendo cada vez mais requisitados

Centrais de Interpretação de Libras promovem a inclusão social de surdos em Minas.

Renata Lauar/Sedese

Cresce nos municípios de Belo Horizonte e Uberlândia, no Triângulo Mineiro, a procura pelos serviços oferecidos pelas Centrais de Interpretação de Libras (CIL). Nas unidades destas cidades, as pessoas surdas contam com intérpretes, que viabilizam o acesso a serviços públicos e a defesa de direitos, contribuindo para a inclusão social e o desenvolvimento da cidadania.

Inaugurada no dia 3 de dezembro pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), a CIL de Belo Horizonte, que funciona na Casa de Direitos Humanos (CDH), vem recebendo muitas demandas para atendimento às pessoas surdas. Da mesma forma, a unidade de Uberlândia, inaugurada no dia 12 de dezembro, já tem grande procura. Ela está instalada nas dependências do Centro Estadual de Políticas, Emprego e Renda (Ceper), no centro da cidade.

Nas redes sociais, as centrais também já começam a se tornar mais conhecidas. No Facebook (Central de Interpretação de Libras CIL-MG), várias pessoas têm curtido a página e compartilhado as informações disponíveis.

No próximo ano, Minas Gerais será contemplada com mais uma unidade da Central de Libras, em município a ser definido. Para a instalação dos serviços nos municípios, a Sedese tem levado em conta dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontam em quais cidades de Minas há mais pessoas surdas.

Cada Central de Interpretação de Libras conta com um carro, dois intérpretes e computadores, o que facilita o acesso online. O serviço é prestado de forma presencial, após prévio agendamento, ou virtual, sendo as demandas recebidas por e-mails, Facebook ou Skype, com a utilização da Libras via webcams. O intérprete, com horário previamente agendado, acompanha pessoas surdas em hospitais, tribunais, delegacias e outros locais de atendimento ao público.

Em Belo Horizonte, o pré-agendamento pode ser feito pelos telefones 3270-3625/3626 ou 3627. O horário de atendimento é das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira. Os contatos são: central.libras@social.mg.gov.br (e-mail), central.libras@hotmail.com.br (Skype) ou Central de Interpretação de Libras CIL-MG (Facebook). Já em Uberlândia, os contatos são: libras.uberlandia@social.mg.gov.br (e-mail), (34)3235-4174 (telefone). O horário de atendimento é das 8h às 17h.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/centrais-de-interpretacao-de-libras-promovem-a-inclusao-social-de-surdos-em-minas/